sábado, 29 de novembro de 2014

ADVENTO 2014

Dá-se o nome de Advento às 4 semanas que precedem a Festa do Natal e simbolizam o longo período de espera que precedeu a vinda do Messias.
 
Começa no 1º  domingo que cai em fins de novembro ou em princípios de dezembro e termina na última semana de Pentecostes.
Nesse tempo a Igreja deseja que nos disponhamos a celebrar dignamente a primeira vinda de Jesus Cristo ao mundo, e que ajustemos a nossa vida com a vida santíssima de nosso divino Salvador, merecendo assim pertencer ao número dos escolhidos, quando voltar, por ocasião de seu último advento para julgar os vivos e os mortos.
 
O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir.        
 O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa.
 
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Santa Teresa D'Avila

10 SABIOS CONSELHOS DE SANTA TERESA D'AVILA
 


 
 1- Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os e pede-Lhe que seja para Sua honra e glória.

 2-Oferece-te a Deus ...cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.
3-Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria, em tudo, envia-Lhe o teu louvor.

 4-Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandone nem as obras de oração, nem a penitência a que está habituado. Antes, intensifica-as, e verá com que prontidão o Senhor te sustentará.

 5-Nunca fale mal de quem quer que seja, nem jamais escute. A não ser que se trate de ti mesmo. E terá progredido muito, no dia em que se alegrar por isso.

 6- Não diga nunca, de você mesma, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade, e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.

 7- Não veja em você senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitará e O venerará.

 8- A respeito de coisas que não lhe diz respeito, não se mostre curioso, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.
 

 9- Mostrai sua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra do que diziam São Francisco e São Bernardo: "Meu segredo pertence a mim".

 10- Cumpra todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a sua alma.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Raízes da Vida Monástica

A Vida Monástica no Oriente

Panayiotis Christou

Tradução: Pe. Paulo Augusto Tamanini

A Origem da Vida Monástica




***
Durante o IV século de nossa era surgiu dentro da Igreja um forte movimento de afastamento da sociedade organizada para o deserto. Um movimento que teve um crescimento ainda maior no período seguinte. Para interpretar este repentino movimento, os historiadores propuseram diversas hipóteses, sendo duas delas as mais aceitas.
A primeira hipótese: a vida monástica teria sua origem nas religiões orientais, naquelas que praticavam o ascetismo já há muitos anos, tanto em absoluta solidão como em monastérios.
A segunda hipótese: a vida monástica proporcionava uma saída quando o contato próximo do cristianismo com o mundo provocava uma reação com ele, um inevitável desleixo das normas morais.
A primeira das hipóteses carece de fundamento, pois é impossível descobrir historicamente uma conexão entre o ascetismo oriental e a vida monacal cristã. Ademais, se o cristianismo tivesse recebido tal influência e, sendo assim, estamos afirmando que a vida monástica teria surgido dos grupos ascéticos dos essênios, como explicar o fato de a vida monástica ter surgido muito tempo depois do desaparecimento das comunidades dos essênios? O que não significa, contudo, que em suas etapas posteriores, a vida monástica não tivesse certas características comuns com as comunidades dos essênios e com as comunidades neo-pitagóricas.
A segunda hipótese é igualmente inaceitável posto que existiam numerosos ermitões vivendo livremente, já antes mesmo do reconhecimento do cristianismo por Constantino, o Grande.






A vida monástica é um modo de vida que surgiu dentro da Igreja e se desenvolveu organicamente levando até seus limites os princípios da moral cristã. Com efeito, ainda o cristianismo não nasceu como uma filo pessimista, nem como uma força com pretensões de dissolver a sociedade. Regia-se, evidentemente, por princípios diferentes dos da sociedade daquele tempo. Dava atenção àquilo que é o centro da vida e se despreocupava com as coisas periféricas. Uma coisa tinha valor supremo para o homem: a alma. Colocada ao lado do mundo, este insignificante. "E que aproveita o homem ganhar todo o mundo se perder sua alma?" (Mt 16, 26). As coisas do mundo dificultam os movimentos da alma, e os bens do mundo se acumulam em sua volta, sufocando-a e impedindo que se desenvolva harmoniosamente.
Por conseguinte, para o homem que pretende libertar-se do seu próprio "eu" é esperada uma árdua luta. Esta luta é entre o "eu" que pertence ao mundo com o "Eu" superior e ideal que possibilitará ao homem apresentar-se diante de Deus. Neste esforço, tal como declarou Jesus Cristo, o homem deverá submeter-se a si mesmo como também seus atos a um rigoroso exame. É necessário abandonar muitos bens mundanos para obter o tesouro celestial e submeter-se a prova do sofrimento para purificar sua vontade.
Baseando-se nestes princípios, os primeiros cristãos viviam de acordo com um plano moral excepcionalmente elevado; mas alguns deles quiseram ascender a uma austeridade maior, privando-se de mais bens e submetendo-se a uma maior auto-moderação, com jejuns e oração.
Para um cristão o matrimônio é algo honrável, um grande sacramento, mas não deixa de ser uma instituição deste mundo. Por esta razão, quem podia, evitava-o; alguns buscaram uma alternativa, substituindo-o por uma espécie de matrimônio espiritual, na qual o homem e a mulher conviviam em pureza (1Cor 7,36ss). Muitas viúvas evitavam um outro matrimônio, e as virgens se negavam a casar-se. Estas mulheres se organizavam em sociedades especiais, em primeiro lugar para se proteger, e em segundo, para concentrar suas atividades em trabalhos sociais. É aqui onde encontramos a primeira forma de vida monástica que se desenvolveu dentro das comunidades cristãs organizadas.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

MAGNIFICAT

Magnificat

Magnificat
Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.
Glória Patri.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Santa Cecília - 22 de Novembro

História de Santa Cecília

Santa Cecília


Santa Cecília nasceu provavelmente no ano 150, em Roma. Era filha de um Senador Romano, da família nobre dos Metelos. Era cristã, e desde pequena fez voto de castidade para viver o Amor de Deus e de Cristo. Como cristã numa época tão antiga, e em Roma, ela certamente herdou a fé dos discípulos de São Paulo, que levou a fé até Roma, e de São Pedro, o primeiro papa.
Cecília herdou a fé desses santos homens e de tantos outros que foram martirizados exatamente em Roma. O cristianismo que Cecília recebeu em sua formação, era o cristianismo dos mártires, dos heróis da fé. Cecília foi cristã numa Igreja perseguida, numa Igreja que ainda era minoritária, porém, cheia de profunda fé, esperança e coragem.

História de Santa Cecília

No transcorrer normal de sua vida, quando jovem ela foi prometida e dada em casamento a um jovem chamado Valeriano. No dia do casamento ela estava muito triste. Então, ela  chamou seu noivo disse a ele toda verdade sobre sua fé. Disse que tinha feito voto de castidade para Deus, e começou a falar das glórias de Deus e de Jesus Cristo ao jovem, que a ouvia boquiaberto com a força de suas palavras e a convicção que vinha de seu coração.
Tamanho foi o poder das palavras de Cecília que, após ouvi-la, ele se converteu, entendeu a promessa de sua noiva e disse que iria respeitá-la em sua decisão. Naquela mesma noite ele recebeu o batismo. Valeriano contou o que ocorrera para seu irmão Tiburcio e este também, impressionado, se converteu. Ambos eram pagãos.

A primeira canção de Santa Cecília

Santa Cecília, então, vendo a maravilha que Deus estava operando através dela, agradecida, cantou para Deus: Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida. Foi um canto inspirado e emocionante, que tocou profundamente o coração de todos. Daí vem o fato de ela ser considerada a padroeira dos músicos cristãos.
O prefeito de Roma, Turcius Almachius, teve conhecimento da conversão dos dois irmãos e quis o tesouro dos dois irmãos nobres e ricos. Os dois irmãos, porém, já tinham distribuído todos os seus bens aos pobres. O prefeito de Roma exigiu, então, sob pena de morte, que os dois abandonassem a nova fé. Os dois, porém, alimentados com a força do cristianismo nascente e cheios do poder de Deus, não renegaram sua fé. Assim, foram condenados à morte e decapitados.

Milagres de Santa Cecília

Santa Cecília foi chamada ao conselho romano logo em seguida. Isso aconteceu  provavelmente no ano 180. O conselho exigiu primeiro que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Ela disse que tudo já tinha sido distribuído aos pobres.
O prefeito, furioso, exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses romanos. Cecília negou-se mostrando muita coragem e serenidade diante de todos. Condenaram-na à tortura. Mas, estando ela diante dos soldados romanos para ser torturada, ela falou a eles sobre as maravilhas de Deus, sobre a verdadeira religião, sobre sentido da vida, que é o seguimento de Jesus Cristo. Os soldados, maravilhados com uma mensagem que nunca tinham ouvido, ficaram do lado de Cecília, dizendo que iriam abandonar o culto aos deuses. Essas inúmeras conversões foram milagres que Deus operou através de Santa Cecília para que essas pessoas alcançassem a felicidade  e a salvação.
O prefeito então, aborrecido e furioso, deu ordens para outros algozes trancarem Santa Cecília no balneário de águas quentes do seu próprio castelo, logo na entrada dos vapores. Ali, ela seria asfixiada pelos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém conseguia ficar ali por mais de alguns minutos. Era morte certa.
Porém, para surpresa de todos, milagrosamente ela foi protegida e nada lhe aconteceu. Todos ficavam impressionados com a fé daquela jovem, frágil, que enfrentava a morte sem receio por causa da grande fé que tinha em seu coração. Mas o prefeito, irredutível, mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço.
O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Santa Cecília permaneceu viva ainda por 3 dias, conversando e dando conselhos a todos que corriam para vê-la e rezar por ela.

Martírio de Santa Cecília

Por fim, pressentindo sua morte iminente, Santa Cecília pediu para o Papa entregar todos os seus bens aos pobres e transformar sua casa numa igreja. Antes de sua morte, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida mesmo ela sendo ainda tão jovem, Cecília conseguiu cantar louvando a Deus, cantando as maravilhas de Deus.
Por isso, ela é a padroeira dos músicos e da música sacra. Depois disso, a fisicamente frágil e interiormente forte jovem romana que desafiou os poderes deste mundo, entregou seu espírito ao Pai Celestial. Após sua morte ela foi sepultada pelos cristãos na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Descoberta do túmulo de Santa Cecília

O túmulo de Santa Cecília ficou desaparecido por muitos séculos. No século IX, Santa Cecília apareceu ao Papa Pascoal l (817-824). Logo após este fato, seu túmulo foi encontrado e lá estava o caixão com as relíquias da Santa.
O corpo dela estava intacto, na mesma posição em que ela foi enterrada. Ao lado da Santa estavam também os corpos de Valeriano e Tiburcio. No ano de 1599, o Cardeal Sfondrati mandou abrir o tumulo de Santa Cecília, e seu corpo foi encontrado na mesma posição que estava quando o Papa Pascoal l a encontrou. Sua festa é celebrada em 22 de novembro, dia dos músicos e da música.

Oração a Santa Cecília

Ó Virgem e mártir, Santa Cecília, pela fé viva que vos animou desde a infância, tornando-vos tão agradável a Deus e ao próximo, merecendo a coroa do martírio, convertendo pagãos ao cristianismo, alcançai-nos a graça de progredir cada vez mais na fé e professá-la através do testemunho das boas obras, especialmente servindo aos irmãos necessitados. Alcançai-nos também a graça de sempre louvar a Deus com canções espirituais.
Gloriosa Santa Cecília, que os vossos exemplos de fé e virtude sejam para todos nós um brado de alerta, para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus, na prosperidade como nas provações, no caminho do céu e da salvação eterna. 
Santa Cecília, padroeira dos músicos e artistas, rogai por nós. 
Amém.

Colaboração Irmã Nilza do Carmo

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

DIA 21 DE NOVEMBRO: APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO


Tudo que sabemos da apresentação de Nossa Senhora no templo, sabemo-lo por lendas e  informações extra-bíblicas (principalmente pelo proto-Evangelho de Tiago), o que não quer dizer que o assunto da festa careça de probabilidade  histórica. Segundo uma piedosa  lenda, Maria Santíssima, tendo apenas três anos de idade, foi pelos  pais, em cumprimento de uma promessa, levada ao templo, para ali, com outras  meninas, receber educação adequada  à sua idade e  posição. A  Igreja oriental distinguiu este fato com as honras de uma festa litúrgica. A Igreja ocidental conhece a comemoração da Apresentação de Nossa Senhora desde o século VIII.  Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.
                                                       A Apresentação de Nossa Senhora encerra dois sacrifícios: A dos pais e da menina Maria. Diz a  lenda que Joaquim e Ana ofereceram a Deus a filhinha no templo, quando esta tinha três anos. Sem dúvida, foi para estas santas pessoas um sacrifício muito grande separar-se da filhinha que se achava numa  idade em que há pais  que queiram confiar  os filhos a mãos  estranhas. Três anos  é a idade em  que a criança já recompensa de  algum modo os  trabalhos e sacrifícios dos pais, formulando palavras e fazendo já exercícios mentais  que encantam e divertem, dando ao mesmo tempo provas de gratidão e  amor  filiais.  São Joaquim e Santa Ana não teriam experimentado o sacrifício em toda a sua amargura? O coração dos  amorosos pais  não teria sentido a dor da separação?  Que foi que os levou a  fazer tal sacrifício?  A lenda fala de um voto que tinham feito. Votos desta natureza não eram raros no  Antigo testamento. As crianças  eram educadas em colégios  anexos ao templo, e ajudavam nos múltiplos serviços e  funções da casa de Deus.  Não erramos em supor que Joaquim e Ana, quando levaram a filhinha ao templo, fizeram-no por inspiração sobrenatural, querendo Deus que sua futura esposa e mãe recebesse uma educação e  instrução esmeradíssima.
                                                       Grande era o sacrifício de Maria. Não resta dúvida que para Maria, a criança entre todas as  mais privilegiada, a cerimônia da  apresentação significava mais que a entrada no colégio do templo. Maria  reconhecia em tudo uma solene  consagração da  vida a Deus, a oferta de  si mesma ao Supremo Senhor. O sacrifício que oferecia, era a oferta das primícias, e as primícias, por mais insignificantes que sejam,  são preciosas  por serem uma demonstração da generosidade do ofertante, e uma homenagem a quem as recebe.  Maria ofereceu-se sem reserva, para sempre,  com contentamento e júbilo. O que o salmista cantou, cheio de  entusiasmo, traduziu-se na alma da bem-aventurada menina:  Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e  desfalece pelos  átrios do Senhor” .  E entrarei junto ao altar de  Deus;  do Deus que alegra a minha mocidade.
                                                       Que espírito, tanto nos santos pais como na santa menina!  Que espetáculo para o céu e para os homens! O que encanta a  Deus e lhe atrai a  graça, em toda a plenitude edifica e enleva a  todos que se ocupam deste mistério na vida de Nossa Senhora. Poderá haver coisa mais bela que a piedade, o desprendimento completo no serviço do Senhor?
                                                       A vida de Maria Santíssima no templo foi a  mais santa, a mais perfeita que se pode imaginar. O templo era a  casa de Deus e  na proximidade de  Deus se  sentia bem a bela alma em flor.  O passarinho acha casa para si e a rôla ninho nos altares do Senhor dos Exércitos, onde um dia é melhor que mil nas tendas dos pecadores” .  Santo era o lugar onde Maria vivia. Era o templo onde os antepassados tinham feito orações, celebrado as festas; era o templo onde se achava o santuário do Antigo testamento, a arca, o trono de Deus no meio do povo;  era  o templo afinal, de  que as profecias  diziam que o Messias nele devia fazer entrada.
                                                       Naquele  templo a  menina Maria rezava e se  preparava  para a grande missão que Deus lhe tinha reservado.  Como os  olhos da serva nas mãos da Senhora, assim os olhos de Maria estavam fitos no Senhor  seu Deus”. Segundo uma revelação com que Maria agraciou  a  Santa Isabel de Turíngia todas as orações feitas naquele  tempo se  lhe resumiram no seguinte:  1) alcançar as virtudes da humildade, paciência e caridade;  2) conseguir amar e  odiar tudo que a Deus tem amor ou ódio;   3) amar o próximo e tudo que lhe é caro;  4) a conservação da nação e do templo, a paz e a plenitude das graças de Deus e 5) finalmente ver o Messias e  poder servir a  sua santa Mãe.
                                                       Maria era o modelo de  obediência, amor e respeito para com os  superiores de  caridade e  amabilidade para com as  companheiras. Tinha o coração alheio à antipatia, à rixa, ao azedume e ao amor próprio. Maria era uma menina humilde, despretensiosa e  amante do trabalho. Com afã lia e estudava os Santos Livros.
                                                       Como as meninas do Colégio do templo se  ocupavam de  outros trabalhos  concernentes ao serviço santo, é provável que Maria  tenha recebido instruções sobre diversos trabalhos, como fossem:  Pintura, trabalhos de  agulha, canto e música. É opinião de muitos que o grande  véu do templo, que na hora da morte de Jesus se partiu de alto a baixo, tenha sido confeccionado por Maria  Santíssima e as  companheiras. 
                                                       Assim foi santíssima a  vida de  Maria no templo. O Divino Espírito Santo lapidou o coração e  o espírito da esposa, mais do que qualquer  outra  criatura. Maria poderia aplicar a  si as palavras contidas no Eclesiástico:  Quando ainda era pequena, procurei a sabedoria na oração. Na entrada do templo instava por ela... Ela floresceu como uma nova temporã. Meu coração nela se alegrou e desde a mocidade procurei seguir-lhe o rastro”.
                                                       É de admirar que Maria, assim amparada pelos cuidados humanos e divinos, progredisse de virtude em virtude?  De Nosso Senhor o Evangelho constata diversas vezes esta circunstância.  Como Jesus, também Maria cresceu em graça e  sabedoria diante de Deus e dos homens. Este crescimento a  Igreja contempla-o em imagens  grandiosas traçadas no Livro do Eclesiástico: Sou  exaltada qual cedro no Líbano, e qual cipreste no monte Sião. Sou exaltada qual palma em Cedes e como rosais em Jericó. Qual oliveira especiosa nos campos e  qual plátano, sou exaltada junto da água nas praças. Assim como o cinamomo e o bálsamo que difundem cheiro, exalei fragrância; como a  mirra escolhida derramei odor de suavidade na minha habitação;  como uma vide, lancei flores| de um agradável perfume e as  minhas flores são frutos de honra e de  honestidade”.  Nunca houve mocidade  tão santa e  esplendorosa como a  de Maria Santíssima. Outra não poderia ser, devendo Maria preparar-se para a realização do mistério dos mistérios;  da Encarnação do Verbo Eterno. 
 REFLEXÕES

 A festa da  Apresentação de Nossa Senhora encerra belos ensinamentos para a família cristã,  para pais e filhos. Que modelo mais perfeito pais cristãos poderiam procurar, que Joaquim e Ana?  Que exemplo de  verdadeiro amor de  Deus eles nos dão!  Os pais não devem sacrificar os filhos  ao egoísmo e às paixões, mas a Deus, que lhos deu. Como Joaquim e Ana devem estar prontos a  oferecer os filhos, quando Deus os chamar para o seu serviço. Todos nós, vemos em Maria o exemplo que devemos imitar, se queremos que nossa vida seja agradável a Deus.  Oração, pureza de  coração e  trabalho – eis os  capítulos  principais da vida cristã.   
 
Colaboração Irmã Nilza do Carmo

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ORAÇÃO MARIANA



Oração Mariana, retirada do Diário de Santa Faustina, Nº161:



’Ó Maria, Virgem Imaculada, cristal puro para o meu coração, tu és minha força, ó âncora firme, tu és o escudo e a proteção do coração fraco.
Ó Maria, tu és pura e incomparável, Virgem e Mãe ao mesmo tempo, tu és bela como o sol, sem mancha alguma, nada pode se comparar com a imagem de tua alma.
Tua beleza encantou o olhar do três vezes Santo, que desceu do céu, abandonando o trono da sede eterna, e assumiu, do teu...
coração, Corpo e Sangue, por nove meses ocultando-se no Coração da Virgem.
Ó Mãe Virgem, ninguém compreenderá que o Deus incomensurável se torne homem, e apenas por Seu amor e Sua misericórdia insondável, por ti, ó Mãe, nos foi dado viver com Ele pelos séculos.
Ó Maria, Mãe Virgem e Porta do Céu, por ti nos veio a salvação, e toda graça flui para nós por tuas mãos, e apenas a fiel imitação de ti me santificará.
Ó Maria, Virgem – lírio mais belo, teu Coração foi o primeiro sacrário de Jesus na terra, e só porque a tua humildade foi a mais profunda, foste elevada acima dos coros dos anjos e dos santos.
Ó Maria, minha doce Mãe, entrego-te minha alma, meu corpo e meu pobre coração, seja a guardiã da minha vida, especialmente na hora da morte, na última luta’’.
Amém.




Oração Mariana, retirada do Diário de Santa Faustina, Nº161: ‘’Ó Maria, Virgem Imaculada, cristal puro para o meu coração, tu és minha força, ó âncora firme, tu és o escudo e a proteção do coração fraco. Ó Maria, tu és pura e incomparável, Virgem e Mãe ao mesmo tempo, tu és bela como o sol, sem mancha alguma, nada pode se comparar com a imagem de tua alma. Tua beleza encantou o olhar do três vezes Santo, que desceu do céu, abandonando o trono da sede eterna, e assumiu, do teu coração, Corpo e Sangue, por nove meses ocultando-se no Coração da Virgem. Ó Mãe Virgem, ninguém compreenderá que o Deus incomensurável se torne homem, e apenas por Seu amor e Sua misericórdia insondável, por ti, ó Mãe, nos foi dado viver com Ele pelos séculos. Ó Maria, Mãe Virgem e Porta do Céu, por ti nos veio a salvação, e toda graça flui para nós por tuas mãos, e apenas a fiel imitação de ti me santificará. Ó Maria, Virgem – lírio mais belo, teu Coração foi o primeiro sacrário de Jesus na terra, e só porque a tua humildade foi a mais profunda, foste elevada acima dos coros dos anjos e dos santos. Ó Maria, minha doce Mãe, entrego-te minha alma, meu corpo e meu pobre coração, seja a guardiã da minha vida, especialmente na hora da morte, na última luta’’. Amém.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo




domingo, 16 de novembro de 2014

Senhora do Lugar!

        A SENHORA DO LUGAR

                          

A FÓRMULA E O RITO DA PROFISSÃO RELIGIOSA

O carmelita do século XII, em perfeito acordo com o espírito mariano da Ordem, emitia a própria profissão religiosa com uma fórmula na qual figura o nome da Virgem: “Eu prometo obediência...a Deus e à Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”. Esta fórmula, que se encontra nas Constituições de 1281, é ainda de época anterior e situa-se no rito da profissão religiosa intencionalmente estruturada, de acordo com a cerimônia da “homenagem” feudal.
Com esta fórmula, o Carmelita daquele tempo pretendia fazer um pacto, não somente com Deus, mas, também com a Virgem Maria e portanto, prometer a própria consagração a seu serviço para estar seguro da sua maternal proteção. Além de todo este significado, a praxe de colocar o nome de Maria na fórmula da profissão era também comum a outras Ordens, como expressão do desejo e empenho dos religiosos de serem fermento de reforma contínua num contexto eclesiológico vital. Portanto, emitir os votos prometendo a Deus e à Bem-aventurada Virgem Maria impulsionava o Carmelita a ser “pedra viva” no Corpo Místico de Cristo, a Igreja.
  DIVERSAS FORMAS DA PRESENÇA DE MARIA NA HISTÓRIA E NA VIDA DO CARMELO
A ligação entre os Carmelitas é encontrada nas origens, no fato da dedicação de sua primeira igreja no Monte Carmelo à Virgem Maria. Tal fato nasce de um dinamismo que leva à escolha da proteção mariana e tem profundas consequências jurídicas, ascéticas e espirituais para o Carmelita medieval. É sob a forma da “Senhora do Lugar”, a “Patrona” que encontramos inicialmente a presença da Virgem Mãe de Deus, no início do Carmelo.
ü  o forte cristocentrismo que informa toda devoção mariana no Carmelo;
ü  a tomada de consciência, por parte dos Carmelitas, da função de Maria (a Mãe do Senhor , a Senhora do lugar) no mistério de Cristo e da Igreja. Isto leva à descoberta da relação entre Maria e o Monte Carmelo, alimentada com referências bíblicas e com tradições locais.
ü  a escolha de Maria Virgem Mãe de deus, a Senhora do lugar, como Patrona (Padroeira) com consequências de decisiva importância.
ü  possivelmente também a inspiração para a própria vida espiritual com relação, sobretudo à virgindade de Maria, tornando-a sob a realidade de “via pulchritudinis” (= o caminho da beleza).
Estes conceitos iniciais vão se repetindo no decorrer dos séculos, com explicitações diversas, acentuando-se sempre os conteúdos específicos. Ao longo da vida do Carmelo a presença de Maria tomou diversas formas, influenciando assim a sua história.
São as seguintes as formas:
* Maria Patrona: Mãe do Senhor, Senhora do lugar, da Terra Santa (séculos XIII-XIV).
* Maria Virgem Puríssima: a Virgem, a Imaculada, a “tota pulchra” (= toda bela), a “mulher do Apo-calipse”, também unida à figura da Mãe do Redentor (séculos XIV-XV).
* Maria, Senhora do Escapulário: aquela que livra do purgatório, e preserva do inferno (século XVI até nossos dias).

Colaboração Ir. Nilza do Carmo




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PARA REFLETIR!!

"Não fazemos coisa alguma. É Deus quem faz tudo. Toda Glória deve voltar para Ele. Deus não me convocou para ser bem sucedida. Ele me convocou para ser fiel"



Madre Teresa de Calcutá

Colaboração Irmã Zuleide de Nossa Senhora Aparecida

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

08 de novembro: Memória da Beata Elisabete da Trindade

08 de novembro:  Memória da Beata Elisabete  da Trindade, religiosa carmelita…


Isabel Catez Rolland, filha de Francisco José e de Maria, nasceu perto de Bourges, França, num acampamento militar do campo de Avor, na manhã de domingo, dia 18 de julho de 1880, tendo sido batizada no dia 22 de julho, na capela do mesmo acampamento. Desde menina distinguiu-se por seu temperamento apaixonado, um tanto agressivo, mas por outro lado marcado por uma agradável sensibilidade. Sua mãe conta: “Quando tinha um ano, já se manifestava a sua natureza ardente e colérica… Foi pregada uma missão durante a nossa estadia devendo terminar com a bênção das crianças. Uma religiosa veio-me pedir uma boneca para representar o Menino Jesus, no presépio, devendo vestir-se com um traje cheio de estrelas douradas e irreconhecível aos olhos da menina. Levei-a à cerimônia. A criança esteve distraída com as pessoas que chegavam, mas quando o prior do alto do púlpito anunciou a Bênção, Elisabeth deitou um olhar sobre o presépio e reconheceu a boneca e, num ímpeto de cólera, com o olhar furioso, exclamou: ‘Jeanette! Dêem-me a minha boneca!” A babá teve de a levar no meio duma risada geral. Esta natureza ardente e colérica cada vez mais se acentuou…”

Seu pai faleceu no dia 2 de outubro de 1887, de repente, vítima de uma crise cardíaca. Elisabeth, que tinha então sete anos e dois meses relembrará dez anos mais tarde essa hora trágica. A morte do pai causará a “conversão” e mudança de caráter de Elisabeth. como fruto de sua vida de ascese e oração. Faz sua primeira comunhão no dia 19 de abril de 1891, em Dijon. Indo com outras companheiras visitar o Carmelo recebe um “santinho” da Priora, Madre Maria de Jesus, que na dedicatória traduz o nome Elisabeth por “Casa de Deus”. Sete anos depois da sua primeira comunhão, Elisabeth escreverá:
… Nesse dia
Em que Deus fez de mim sua morada,
Em que Deus se apoderou de meu coração,
E de tal modo o fez que, desde então,
Desde esse misterioso colóquio,
Essa conversa divina, deliciosa,
Só aspirava a dar a minha vida,
a retribuir um pouco o Seu grande amor
ao Bem-Amado da Eucaristia
Que residia no meu pobre coração
Inundando-o de favores.
Desde os oito anos estudou música no Conservatório de Dijon. Todos os dias passava horas ao piano. Muitas vezes participou em concertos organizados na cidade. Seu talento precoce merece elogios nos jornais locais. No dia 24 de julho de 1893, apesar da sua pouca idade, obteve o primeiro prêmio de piano do Conservatório. A jovem Elisabeth freqüentará a sociedade local. No decorrer de uma festa, enquanto dançava e se divertia, a Sra. Avout, surpreendeu o seu olhar e lhe segredou: “Elisabeth, não estás aqui, estás vendo Deus…”Havia nos seus olhos “um não sei quê de luminoso que irradiava”, disse Louise de moulin, que Elisabeth preparava para a Primeira Comunhão. Um de seus amigos de juventude, que a tinha encontrado várias vezes quando todos os dias ia ver a sua grande amiga, a vizinha Marie Louise Hallo, Charles, irmão desta, não economiza superlativos quando descreve Elisabeth como “muito simples e duma espantosa franqueza… muito querida pelas suas companheiras… muito alegre, muito musical… a sua doçura refletia-se-lhe no olhar extraordinário e luminoso… a pureza transparecia-lhe no olhar”. A Senhora Hallo confirmará o esplendor do olhar de Elisabeth, especialmente quando voltava da comunhão: “nunca poderei esquecer o seu olhar. O rosto de Elisabeth, quando voltava da comunhão, não se pode explicar”.
No dia 2 de janeiro de 1901, aos 21 anos, ingressou no Carmelo Descalço de Dijon, cidade onde vivia com sua sua família.
Recebeu o hábito no dia 8 de dezembro de 1902 e no dia 11 de janeiro de 1903 emitiu seus votos religiosos na Ordem do Carmelo, que já amava com toda sua alma.

Com sua vida e doutrina, breve mas sólida, exerce grande influência na espiritualidade atual, especialmente por sua experiência trinitária. Em sua obra distinguem-se: Elevações, Retiros, Notas Espirituais e Cartas.

Foi beatificada pelo papa João Paulo II, no dia 25 de novembro de 1984, festa de Cristo Rei. Sua festa é celebrada no dia 8 de novembro. Irmã Elisabeth é uma alma que se transformou dia a dia no mistério trinitário. Enamorada por Jesus Cristo, que é “seu livro preferido”, eleva-se à Trindade, até que “Isabel desaparece, perde-se e se deixa invadir pelos Três”. “A Trindade: aquí está nossa morada, nosso lugar, a casa paterna de onde jamais devemos sair… Encontrei meu céu na terra, posto que o céu é Deus e Deus está em minha alma. No dia em que compreendi isto, tudo se iluminou para mim”. “Crer que um ser que se chama Amor habita em nós a todo instante do dia e da noite, e nos pede que vivamos em sociedade com Ele, eis aquí, garanto-vos, o que tem feito de minha vida um céu antecipado”.
Amou intensamente sua vocação carmelita e também amou e imitou a “Janua Coeli”, como chamava Nossa Senhora. Andou a passos largos no caminho da perfeição. Faleceu no dia 9 de novembro de 1906 vítima de úlcera estomacal, murmurando, quase cantando: “Vou à luz, ao amor, à vida”.


Elevação à Santíssima Trindade
Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me fixar em Vós, imóvel a pacifica como se a minha alma estivesse já na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me faça penetrar mais na profundidade do vosso Mistério. Pacificai a minha alma, fazei nela o vosso céu, a vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que eu nunca Vos deixe só, mas que aí permaneça com todo o meu ser, bem desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa Ação criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor, quereria ser uma esposa para o vosso Coração, quereria cobrir-Vos de glória, quereria amar-Vos… até morrer de amor ! Mas sinto a minha impotência a peço-Vos para me “revestir de Vós mesmos”, para identificar a minha alma com todos os movimentos da Vossa alma, para me submergir, invadindo-me, a substituindo-Vos a mim, para que a minha vida não seja senão uma irradiação da vossa Vida. Vinde a mim como Adorador, como Reparador, a como Salvador.
Ó Verbo eterno, Palavra do meu Deus, quero passar a minha vida a escutar-Vos, quero tornar-me inteiramente dócil, para tudo aprender de Vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero fixar-Vos sempre a permanecer sob a vossa grande luz; ó meu Astro amado, fascinai-me para que eu não possa jamais sair da vossa irradiação.


Ó Fogo consumador, Espírito de amor, “descei sobre mim”, para que na minha alma se faça como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o seu Mistério. E Vós, ó Pai, debruçai-vos sobre a vossa pequena criatura, “cobri-a com a vossa sombra”, não vendo nela senão o “Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências”.
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a Vós como uma presa. Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós, enquanto espero ir contemplar na vossa luz o abismo das vossas grandezas.
Sua mensagem
que corramos no caminho da santidade.
que o Espírito Santo eleve nosso espírito.
que sejamos sempre um louvor à glória da Ssma. Trindade.
que sejamos dóceis às moções do Espírito Santo.

Processo de Canonização
“No dia 11 de julho de 2011, no Arcebispado de Dijon, na presença do Monsenhor Roland Minnerah, Arcebispo da Diocese, teve início o processo “Super Miro” para a canonização da Beata Elisabete da Trindade (1880-1906).
Depois de uma breve oração, estando na presença de uma relíquia da carmelita de Dijon, os membros do tribunal prestaram juramento: Monsenhor Ennio Apeciti, da Arquidiocese de Milão, como juiz delegado arquidiocesano, o Cônego Paul Chadeuf, como promotor de justiça, e Dom Yves Frot como notário.
O Chanceler Arquidiocesano, Cônego Marc Galen, leu o “Supplice Libello” do Vice-Postulador da Causa, Padre Antonio de la Madre de Dios, OCD, com o qual pediu o início do processo em virtude do suposto milagre, atribuído à intercessão da Beata.
Logo na primeira sessão, ocorreu o interrogatório das três carmelitas descalças do Carmelo de Dijon-Flavignerot, onde ocorreu o suposto milagre da cura da senhorita belga Marie-Paul Stevens. Professora de ensino religioso no Instituto dos Irmãos Maristas de Malmedy (Bélgica), Marie-Paul começou, em maio de 1997, a experimentar problemas na salivação e dificuldade para articular as palavras.
Algumas semanas depois, uma amiga médica lhe aconselhou a fazer alguns exames clínicos. Constatou-se, então, que ela havia contraído a síndrome de Sjogren, a qual atinge gradualmente o organismo. Durante a doença, muitas pessoas fizeram a novena da Irmã Elisabete da Trindade pedindo a cura de Marie-Paul. Por sugestão de vários médicos, ela iniciou a quimioterapia, a qual não obteve nenhum resultado.
A situação piorava e havia risco de morte. Por isso, ela decidiu viajar ao Carmelo de Flavignerot para agradecer à Irmã Isabel por tê-la sustentado durante esse tempo de doença. No dia 2 de abril de 2002, depois de ter rezado na capela do Carmelo e ter agradecido à Irmã Isabel, sentou-se em uma pequena pedra do jardim do mosteiro. De repente, e diante da admiração dos amigos que lhe acompanhavam, levantou-se e, com as mãos elevadas ao céu, exclamou cheia de alegria: “Não tenho mais nenhuma doença!” Desde então, retomou sua vida normal.”
Oração
Deus, rico em misericórdia, que revelastes à beata Elisabeth da Trindade o mistério de vossa presença escondida na alma do justo, e dela fizestes uma adoradora em espírito e verdade, concedei-nos, por sua intercessão, que também nós, perseverando no amor de Cristo, mereçamos ser transformados em templos do Espírito de Amor, para louvor de vossa glória. Amém.

Colaboração: Ir. Nilza do Carmo