sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Por que Teresinha do Menino Jesus?

Pétalas de Santa Teresinha
Mas por que Teresinha do Menino Jesus? Nossa santinha nem havia ingressado no Carmelo e já se questionava a respeito de seu futuro nome como religiosa. Certa vez, "Sonhou acordada" que seria chamada de"Teresa do Menino Jesus". Em sua tomada de hábito em outubro de 1882 a Madre Maria de Gonzaga sugeriu-lhe o nome sonhado, a menina viu nessa coincidência a mão de Deus: "Minha alegria foi grande e esse feliz encontro de pensamento pareceu-me uma delicadeza do meu Bem-Amado Menino Jesus". Desde então Teresinha do Menino Jesus nutriu ainda mais devoção ao Menino Deus em seu leito de enfermidade disse "Esse pequeno Jesus parece me dizer:‘Tu virás para o Céu, sou eu que te digo!". Pintara afrescos, redigira poemas e peças para saudar o Divino Infante. Acima vemos essa bela pintura intitulada o “Sonho do Menino Jesus” produzida por nossa santinha em 1884.

 Colaboração Ir. Nilza do Carmo

São João Evangelista

27 de dezembro São João EvangelistaO nome deste evangelista significa: “Deus é misericordioso”: uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos. Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como “o discípulo que Jesus amava”. O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: “Filho, eis aí a tua mãe” e, olhando para Maria disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19,26s). Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa “filho do trovão”. João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável. O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo. São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano. Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo. Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse. Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC). Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. São João Evangelista, rogai por nós! Colaboração Ir. Nilza do Carmo

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

LAUDES

Rezemos as Laudes

RESPONSÓRIO DE NATAL

Responsório breve para o Natal
 
O Senhor é contigo , ó Maria,
Alegra-te, ó cheia de graça!
Ele chega, o dia já nasce, a terra inteira exulta!
Alegra-te cheia de graça!
                                                                                                

25 DE DEZEMBRO NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 É importante celebrar com alegria o nascimento do Menino Jesus. Mas não podemos deixar de buscar o que nos é essencial e não poderá faltar em nossa alegria: o próprio Jesus.
As coisas que fazemos, correrias...não poderão sufocar aquele que é o SENHOR. Corremos o risco de fazer a festa sem a presença do festejado. A simplicidade da manjedoura interroga a nossa aridez, frieza e indiferença na vivência da Fé. A esperança exige mudanças a começar por nós mesmos. E, no Dia do perdão, perdoar será um belo presente natalino.
É o menino Deus que no presépio estende as mãos para abraçar-nos a todos e dizer-nos ao coração: eu quero a paz, amor, justiça, perdão e união. Maria, José e os pastores nos convidam a adorar o menino, e a oferecer-lhe a nossa vida. Que Ele nos conceda tudo o que mais precisamos para realizar no Ano Novo a vontade do Pai.


                                                                           
 
Salve Maria Santíssima!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A REVOLUÇÃO DE SANTA TERESINHA

A REVOLUÇÃO DE SANTA TERESINHA



            
Para falar com clareza, estamos vivendo mais do que os nossos antepassados em condições favoráveis de nos tornar místicos. Vivemos com mais claridade o que é essencial no caminho espiritual. Somos mais capazes de julgar o que é principal e o que é secundário. Quanto mais reto o caminho, tanto mais se alcança a meta.
Tais condições  favoráveis devemos principalmente a Santa Teresinha de Lisieux (1873-1897). Será muito difícil ultrapassar a novidade de que ela trouxe para a história da espiritualidade. Criou novo modelo de santidade. A famosa convertida suíça, Gunnel Vallquist, membro da Academia suíça, quando se traduziu uma biografia de Santa Teresinha, escrevia assim:
“Calmamente --   haveria de parecer – essa pequena monja, sem especulações teológicas e sem polêmicas, aboliu exatamente aquilo contra o que Lutero se levantara com tanta violência: a exigência de se praticarem boas obras para se merecer o amor de Deus (...). Não é exagero afirmar que Santa Teresinha  preparou o terreno para a teologia que veio à luz no Concílio Vaticano II, quando a igreja descobriu encontrar-se de fato no meio de um desenvolvimento revolucionário”.
A Revolução de Santa Teresinha poder-se-ia resumir em três pontos:
1°-à A santidade não consiste na total ausência de falhas e pecados, mas na total confiança e abandono nas mãos de Deus. Santa Teresinha discorda resolutamente da ideia : “santidade = perfeição”. Não se trata, portanto, de ser mais pura, mais bonita, mais irrepreensível, e sim, de crescer na confiança. Não há de ser problema certo número de falhas e erros, se prevalecer o pensamento de que Deus é Amor Infinito, que nos dá todo direito de confiarmos n’Ele. O que se acentua não é a pessoa humana, mas o próprio Deus. Não diga: “Quero tornar-me santo “, mas Senhor, como sois bom!” Em vez de exigências , a santidade agora torna-se dom .Não é  “sou EU quem me devo tornar virtuoso”, mas “posso confiar em Deus”.
2° -à Não se exige um aparato especial para tornar-se santo. Nada de vontade de ferro, nada de caráter bom, nada de coragem extraordinária. O objetivo não é tornar-se grande, mas pequenino; não é tornar-se rico, mas pobre. O fato de que a igreja privilegia hoje os pobres provavelmente tem ligação com a descoberta de Santa Teresinha. Quanto a Deus, esta escolha e opção são evidentes , pois  “derrubou os poderosos dos seus tronos e no alto colocou os humildes, cumulou de bens os que passavam fome e mandou embora os ricos com mãos vazias” (Lc 1,52-53).
A coisa principal não é mais ter êxitos, mas sim aceitar as próprias fraquezas e incapacidades, que se manifestam nas frustações, e até alegrar-se com elas. O que antigamente era obstáculo transforma-se agora num meio, num impulso para frente. É preciso aceitar a própria miséria e estar aberto pra Deus a fim de atrair a sua Misericórdia.
3° -à A santidade já não exige uma ascese extraordinária – Santa Teresinha rompe com a tradicional concepção de ascese: sabe que as penitências não ajudam tanto assim. Santa Teresa de Ávila (1515-1582) escrevia com entusiasmo a respeito de um dos seus confessores, provavelmente o dominicano García de Toledo, contando que era uma pessoa fraca e doentia, mas recebia do Senhor a necessária resistência física para fazer penitências. Hoje não dá para pensar que Santa Teresinha fosse capaz de escrever tal coisa. Ela sabia não ser importante ter “a necessária resistência física para fazer penitências”. Ela aponta diretamente para o essencial. Em vez de correr o risco de tornar-se grande através de dura penitência física, apresenta-se agora o esforço de renunciar à vontade própria. E isto se faz de maneira eficiente quando se aproveita das mil ocasiões que a vida de cada dia nos oferece: não será cobrado os próprios direitos, mas pondo-se a serviço dos irmãos, através de milhares de pequeninos gestos. “Pai, Senhor dos céus e da terra, eu vos agradeço porque escondestes estas coisas  aos orgulhosos e as revelastes aos pequeninos”, disse Jesus (cf. Lc 10,21)

Salve Maria! 

                                                                                                                              Ir. Nilza do Carmo


Colaboração Irmã Nilza do Carmo

sábado, 13 de dezembro de 2014

Porque utilizar o Escapulário

Verdadeira razão para utilizarmos o Escapulário.

Do Livro Vida dos Santos da Ordem Carmelitana podemos destacar algumas palavras de extrema importância a respeito da verdadeira razão para utilizarmos um dos maiores presentes concedidos a nós que amamos verdadeiramente Nossa Mãe do Carmelo. Nada tem a ver com “simples amuleto” como muitos assim imaginam. Ao depararmos com alguém que traz em seu pescoço esta valiosa peça e símbolo do mais puro Amor a Deus por intermédio de Sua Mãe Nossa Senhora do Monte Carmelo, vejamos o que isto realmente significa.
“Devoção autenticada pelo ineludível testemunho de milagres, plena de promessas que por si só bastam para estimular o amor dos católicos e, o que sobreleva tudo mais, verbalmente ditada por Nossa Mãe Santíssima a um dos seus mais fiéis Carmelitas, - mereça de nós, um carinho particular e abracemo-la com fervoroso afeto. Numa época em que as seduções nos assaltam tão imprudentes quão vorazes, temos certeza de que é suficiente o trazer piedosamente o santo Escapulário para sermos preservados do fogo eterno, - é tesouro que fora demasiada insipiência desprezar.”
Tendo a honra de carregar o santo Escapulário comprometemos a realização fervorosa e fiel de “honrando uma vida santa, máxime no tocante ao cultivo da castidade, e observar as prescrições determinadas”.
Ressalva-nos ainda que “consiste em recitar o ofício de Nossa Senhora do Carmo, magnânima distribuidora deste bem inefável.”
Em outro trecho o autor chama atenção: “Nós, os Carmelitas-terceiros, temos um dever maior nesta matéria. O grande benefício que nos foi outorgado, na felicidade que fruímos, com o ser portador do glorioso hábito do Carmelo, faz-nos devedores avultados. Para tão grande dádiva valhá-nos o fácil resgate que nos depara numa fidelidade completa à devoção ao santo Escapulário”.
Estendemos assim os benefícios, tão necessários à realidade que vivemos hoje, dias de mais lágrimas de tristeza que alegrias, ao nosso convívio, pois encontram em nossa alma a Alegria do Carmelo. Basta identificarmos o santo Escapulário, não como parte da vestimenta de um Carmelita, mas como a peça principal de seu vestuário. Observará que seu modo de vida, nos seus gestos, na maneira de vestir são modestos pois o mais importante não está na figura humana que ele representa mas sim na figura magnífica celeste que ele aqui na terra representa: Nossa Santíssima Senhora do Carmelo.
E assim teremos cumprido o que nossa Santíssima Mãe quer, isto é, “teremos levado, à santa Montanha do Carmelo, as nossas almas, repletas da maior das alegrias, a que se multiplicou porque a muitos saciou, fazendo-os participantes de sua própria felicidade”.
O compromisso assumido por nós Carmelitas-terceiros em carregarmos o santo Escapulário, utilizarmos o hábito, recitarmos fielmente diariamente o santo Ofício, o santo Rosário, o fazemos pela Nossa Amada Igreja tão sofrida, pelos nossos conhecidos e desconhecidos que diariamente estão em nossas orações, pelas almas do purgatório muitas delas esquecidas, pelo clero e sua santificação e por nossa própria santificação.


Fonte: A Senhora do Lugar Maria na História e na vida do Carmelo, 1994.

Colaboração Irmã Andréia de Santa Tereza de Jesus

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

12 de Dezembro NOSSA SENHORA DO GUADALUPE

12/12 Sexta-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Brancos
Nossa Senhora de Guadalupe Padroeira das Américas(em espanhol Nuestra Señora de Guadalupe, em náuatle Nicān Mopōhua), também chamada deVirgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É a padroeira da Cidade do México (1737), do país México (1895), da América Latina (1945) e imperatriz da América (2000). 

 
A imagem Nossa Senhora do Guadalupe foi 
usada para marchar a frente.Com essa replica da imagem milagrosa junto com a recitação do Santo Rosário veio maior vitoria no mar sobre os Muçulmanos.
Conhecida como a vitoria de Lepanto.

"Quem é essa que aparece como a luz da alvorada 
e formosa como a lua,
 fulgurante como o sol,
imponente como uma tropa, com bandeiras desfraldadas?"

"Ó Maria, Virgem pia,
Venhas tu em nosso auxílio.
Cantaremos, louvemos,
eternamente o teu Filho."

“Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit” —
 Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Santo Rosário é que nos deu a vitória.

    Ao ver a Santa Igreja infiltrada pelo Modernismo, Nossa Senhora de Fatima manda rezar o Santo Rosário, imploremos a proteção de Nossa Senhora para Triunfo do seu Imaculado Coração de Maria sobre a heresia modernista. 



Leitura da Epístola

Eclesiástico 24, 23-31
23 Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. 24 Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança, 25 em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. 26 Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; 27 pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel. 28 A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos. 29Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. 30 Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. 31 Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.32 Tudo isso é o livro da vida, a aliança do Altíssimo, e o conhecimento da verdade.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 1,39-47
39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44 Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45 Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 46 E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, 47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

Colaboração Irmão Rodrigo de Santa Maria
Festa de Nossa Senhora de Guadalupe


12 do dezembro

 
Um sábado de 1531 a princípios de dezembro, um índio chamado Juan Diego, ia muito de madrugada do povo em que residia à cidade do México a assistir a suas aulas de catecismo e para ouvir a Santa Missa. Ao chegar junto à colina chamada Tepeyac amanhecia e escutou uma voz que o chamava por seu nome.
Ele subiu ao cume e viu uma Senhora de sobre-humana beleza, cujo vestido era brilhante como o sol, a qual com palavras muito amáveis e atentas lhe disse: "Juanito: o menor de meus filhos, eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive. Desejo vivamente que me construa aqui um templo, para nele mostrar e prodigalizar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa a todos os moradores desta terra e a todos os que me invoquem e em Mim confiem. Vá ao Senhor Bispo e lhe diga que desejo um templo neste plano. Anda e ponha nisso todo seu esforço".
Retornou a seu povo Juan Diego se encontrou de novo com a Virgem Maria e lhe explicou o ocorrido. A Virgem lhe pediu que ao dia seguinte fora novamente falar com o bispo e lhe repetisse a mensagem. Esta vez o bispo, logo depois de ouvir Juan Diego disse que devia ir e lhe dizer à Senhora que lhe desse alguma sinal que provasse que era a Mãe de Deus e que era sua vontade que lhe construíra um templo.
De volta, Juan Diego achou Maria e lhe narrou os fatos. A Virgem lhe mandou que voltasse para dia seguinte ao mesmo lugar, pois ali lhe daria o sinal. Ao dia seguinte Juan Diego não pôde voltar para colina, pois seu tio Juan Bernardino estava muito doente. A madrugada de 12 de dezembro Juan Diego partiu a toda pressa para conseguir um sacerdote a seu tio, pois se estava morrendo. Ao chegar ao lugar por onde devia encontrar-se com a Senhora preferiu tomar outro caminho para evitá-la. de repente Maria saiu a seu encontro e lhe perguntou aonde ia. O índio envergonhado lhe explicou o que ocorria. A Virgem disse a Juan Diego que não se preocupasse, que seu tio não morreria e que já estava são. Então o índio lhe pediu o sinal que devia levar a bispo. Maria lhe disse que subisse ao cume da colina onde achou rosas de Castela frescas e colocando-as no poncho, cortou quantas pôde e as levou a bispo.
Uma vez diante de Dom Zumárraga Juan Diego desdobrou sua manta, caíram ao chão as rosas e no poncho estava pintada com o que hoje se conhece como a imagem da Virgem de Guadalupe. Vendo isto, o bispo levou a imagem Santa à Igreja Maior e edificou uma ermida no lugar que tinha famoso o índio.

        Pio X a proclamou como "Padroeira de toda a América Latina", Pio XI de todas as "Américas", Pio XII a chamou "Imperatriz das Américas" e João XXIII "A Missionária Celeste do Novo Mundo" e "a Mãe das Américas".
A imagem da Virgem de Guadalupe se venera no México com maior devoção, e os milagres obtidos pelos que rezam à Virgem de Guadalupe são extraordinários. 

 Colaboração Irmã Nilza do Carmo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tempo do Advento...Doravante Hão de chamar-me Bendita.

"DORAVANTE HÃO DE CHAMAR-ME BENDITA!!..." 

"Não sabeis à que dimensão esta tal consideração possa chegar!! Todo joelho se dobrará diante de SEU NOME por Desejo Daquele que através *DELA  veio ao Mundo!... A Encarnação do Verbo com certeza é o Maior e mais Extraordinário Milagre da Potência Divina, traduzida num ser humano, igual a qualquer outro, exceto o pecado.
Não existe capacidade de entendimento diante da grandeza tão acima da finitude das criaturas!!... E *MARIA dócil aceitou tamanho desafio permanecendo em silêncio admirável, acolhendo o Desejo Divino de fazer uso da sua Humanidade. A Manifestação do Altíssimo se materializou em Sua Carne, como maior exemplo de aceitação aos Mistérios Infinitos de Deus.
Isso há 2000 anos, quando além de mulher, Maria era uma pequena jovem vivendo num modesto povoado sem instrução alguma. Seu ÚNICO e ABSOLUTO BEM era o conhecimento real Daquele que A conduziria até o fim..."
"Maria cantava Salmos de Davi!!... Maria cria nesse Deus que elegera o seu Povo. Aguardava o Messias prometido como os profetas anunciaram tantas vezes... Mas o que teria feito para ser a escolhida de Deus? O que A diferenciava de tantas jovens de seu tempo?.. Seria Sua Piedade, Sua Pureza, Sua Doçura encantadora?
A resposta que traduz Sua escolha, nada mais é do que algo exterior à Ela, distante de seus atos e ações. Foi escolha DIVINA independente do que pudesse ter sido. Deus A criou na mente desde sempre e A trouxe à vida numa família do Povo eleito, para cumprir o papel de Bem-aventurada dentre todas!!"
                                                                                                              
Esperemos com fé a vinda do Nosso Salvador!!!
Colaboração Ir. Nilza do Carmo

domingo, 7 de dezembro de 2014

Conceptio Immaculata B.M.V. 08 de dezembro

História de Imaculada Conceição

Imaculada Conceição



Imaculada Conceição refere-se a um dogma através do qual a Igreja declarou que a concepção da Virgem Maria foi sem a mancha (mácula em latim) do pecado original. Desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada do pecado pela graça de  Deus. Ela sempre foi cheia da graça divina. O dogma declara também que a vida da Virgem Maria transcorreu completamente livre de pecado.
Desde os tempos da Igreja primitiva, os fiéis sempre acreditaram que Maria, a Mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e Virgem sem Pecados. No começo do cristianismo o dogma da Imaculada Conceição já era tida como uma verdade de fé para os fiéis.

Bíblia e tradição

O dogma que declara a Imaculada Conceição da Virgem Maria é fundamentado na Bíblia: Maria recebeu uma saudação celestial do Anjo Gabriel quando este veio anunciar que ela seria a Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo Gabriel saudou como cheia de graça.
Foi o papa Pio IX, o papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recorreu principalmente à afirmação de Gênesis (3, 15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.
O verso Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos (4,7) também é uma referência para defender a Imaculada Conceição. Outras passagens bíblicas referentes são: Também farão uma arca de madeira incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro (Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó 14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível... (Deuteronômio 10, 3). Maria é considerada a Arca da Nova Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente incorruptível ou imaculada.
Também existem os escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. São Tomás de Aquino, por volta de 1252, declarou abertamente que a Virgem foi, pela graça, imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde.

Definição do dogma de Imaculada Conceição

O dia da festa da Imaculada Conceição foi definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja na Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do dogma no século XIX.
No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa, o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus Inefável (Ineffabilis Deus), definiu oficialmente o dogma da Santa e Imaculada Concepção de Maria.
Assim está escrito na bula (documento papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...) declaramos a doutrina que afirma que a Virgem Maria, desde a sua concepção, pela graça de Deus todo poderoso, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do homem, foi preservada imune da mancha do pecado original. Essa verdade foi-nos revelada por Deus e, portanto, deve ser solidamente crida pelos fiéis.

Maria confirma o dogma

Santa Bernadete Soubirous (1844-1879), a jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes, disse que Nossa Senhora se auto definiu dizendo assim: Eu sou a Imaculada Conceição. Isso aconteceu em 1858, apenas quatro anos após a definição do dogma.
Todos os estudiosos consideram quase impossível que uma adolescente como era Bernadete, vivendo num lugarejo insignificante como era Lourdes, soubesse da proclamação do dogma e muito menos o seu significado. Por isso, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes são consideradas como uma confirmação celstial do dogma da Imaculada conceição. Esta é uma das três aparições de Nossa Senhora consideradas verdadeiras pela Igreja Católica.

Imaculada Conceição, Mãe sem manchas

Por isso, nós podemos recorrer a Maria com toda a confiança justamente porque ela é Imaculada, sem mancha, sem pecado, sem impurezas. Ela é cheia, plena, repleta da graça de Deus e, por isso, pode ouvir nossos pedidos e súplicas e apresentá-los ao Pai, diante de quem ela está no céu. Nossa mãe celestial é pura, santa, sem pecado e nos ama com um amor puro, santo e divino. Assim, com esta confiança, recorramos a ela sempre, pois ela intercede por nós.

Oração a Imaculada Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações
e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal
e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Na Escola do Verbo Encarnado

 Na Escola do Verbo Encarnado




 ***

Com a inauguração do Cristianismo, o mundo pôde perceber, respirar um novo ar, na medida em que gradativamente se abria à uma grande novidade, ‘a exaltação do homem e sua dignidade’, com o surgimento do Filho de Deus na terra. O salmista de forma toda particular e precisa já o mencionara quando inspirado em suas preces escreveu:
 
Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra”.
Sl 84,10.

E continua:

A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus”    Sl 84,11.

Estes versículos podem nos dar pistas para uma reflexão na compreensão do que foi o homem no passado, e de certa forma nos abrir os olhos para quem é o homem no presente ao passo que nos dobramos em questionar sobre o que será do mesmo no futuro a partir do advento de Cristo, mais precisamente de Sua mensagem libertadora em nosso meio, como de Seu projeto ao longo dos séculos, até os nossos dias.

A partir de um olhar que contempla a história humana presente, podemos dizer que o homem de alguma forma chegou, embora não ainda de forma completa, ao que Deus realmente sonha ao pensar na humanidade. Se por um lado existe ainda um certo tipo de mal, proveniente do egoísmo no coração do homem a ser sanado, por outro, podemos denotar mesmo que a passos lentos, o progresso do mesmo em vista do bem que contemple o homem todo em suas reais necessidades, quer materiais ou espirituais.

Faz-se mister recordar aqui, em se tratando de tão grande mistério, o fator colaborativo e indispensável de uma mulher, escolhida dentre tantas outras como a única no decorrer de gerações passadas e que estão por vir, para tornar possível este acontecimento da redenção do homem. Ora, toda redenção está ligada sob o contexto cristão como o reposicionamento do verdadeiro lugar do ser humano segundo o olhar de Deus. Refere-se, portanto, a sua liberdade no que existe de mais singular e que de certa forma se configura com o seu Criador.  

O Concílio de Éfeso (sec. V), num labor incansável, com o intuito de unir essa realidade divina de Cristo à realidade humana adquirida pela concepção no seio da Virgem Maria, quis chamá-la de Theotokos (Mãe de Deus), declarando dessa forma para todos os crentes e todo o mundo que a humanidade do filho deveria ser compreendida na mesma medida que Sua realidade como Deus. 

Não há relatos no mundo dos mortais, já que a vinda de Cristo aqui na terra tem sua concretização histórica, em que se ouvira falar num Deus que, existindo desde sempre sob um plano para além de nosso entendimento, tivesse tomado para si um corpo semelhante ao dos homens.

O montante de leis, como é sabido e vivenciado em nosso contexto quotidiano, por mais que se esforce em querer apresentar-se aparentemente como um bem no meio da sociedade, segundo os múltiplos modelos existentes no orbe, revela sob outro ângulo como o homem, ainda cativo de sua má propensão, não é totalmente livre, já que a lei está sempre em vista de nossas ações insubordinadas. 

Seguindo esse modelo de pensamento, voltamos nossa atenção para os feitos de Cristo, o Jesus histórico, ao identificar toda a Sua missão com o propósito firme de realizar o projeto de Seu Pai, com a instauração de Seu Reio aqui no mundo. Aliás, esse foi o Seu único desejo, tão grande era o Seu amor incondicional a tudo o que se referisse à vontade suprema em relação à salvação dos homens. 

Ao passar pelo mundo, o Cristo, Jesus de Nazareth, nos revelou o caminho do qual Ele mesmo é pontífice (ponte) e que liga todo homem diretamente com a realidade para além de seus sentidos; em outras palavras, Ele fez uma descida com a finalidade de elevá-lo. Ele não veio com intuito de fazer milagres, uma vez que pela fé os corações de boa vontade deviam aceitar Sua mensagem sem o auxílio de sinais... mas, algo Lhe é peculiar, Ele passa no meio dos homens e não lhes é indiferente.  

Na escola do Verbo duas palavras são necessárias para resumir todo o programa de vida do Mestre: “Amor e Compaixão”. 

Foi o mesmo Amor que se tornou uma criança, tão indefesa e fragilizada, na noite de Natal, o Amor quis ser verdadeiramente homem com os homens; foi a Compaixão que tomou o lugar da dor, experimentada, sentida na carne de todos quanto sofriam de algum mal em Seu tempo e continua se compadecendo através de Seu corpo que é a Igreja; foi a Compaixão que acolheu os pecadores, curou as feridas, deu voz aos mudos, fez os surdos ouvir, os coxos andar, ressuscitou os mortos, sarou os doentes, saciou o corpo e a alma dos que tinham fome e sede. Foi ainda o Amor e a Compaixão que nos últimos momentos de Sua vida na terra deixou-nos a Si mesmo como sustento da Caridade, na caminhada, ao dar-nos o Seu Corpo e Sangue no Sacramento da Eucaristia, até o dia de Sua segunda vinda na glória. 

A liberdade reconstituída no homem da qual tratamos acima e que é o foco por excelência das ações de Jesus, ao apresentar-nos o Reino de Seu Pai, não é senão aquela que o põe em perfeita harmonia consigo mesmo, antes de qualquer outra coisa, e com tudo à sua volta, ou seja, a criação inteira. Nisso consiste a verdadeira vida e razão de viver no mundo, tanto como partícipe em sua construção bem como sendo parte integrante do mesmo.

Os exemplos deixados pelo Divino Mestre não tem outra função que a de impetrar no coração do homem os mesmos sentimentos, como um despertar de tudo o que existe de bom dentro de cada ser humano, e, que, pelo sufocar e exemplo das más experiências se encontram adormecidos, pois pela Sua humanidade o mesmo poderá percorrer o caminho seguro que aos poucos irá transformando as atitudes insubordinadas e escravas por atitudes obedientes à voz interior e livre.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

HOMILIA 1º DOM ADVENTO



Saiba quem é JESUS CRISTO na SAGRADAS ESCRITURAS!

Em Gênesis, Jesus Cristo é a semente da mulher .
Em Êxodo, ele é o Cordeiro da Páscoa;
Em Levítico, ele é o ...nosso Sacerdote Supremo ;
Em Números, ele é o Pilar de nuvem durante o dia, e Pilar de fogo a noite;
Em Deuteronômio, ele é o profeta em Moisés;
Em Josué, ele é o capitão da nossa salvação;
Em Juízes, ele é o juiz e nos dá a lei;
Em Rute, ele é o nosso parente resgatador;
Em I Samuel e II Samuel, ele é nosso profeta confiável;
Em Reis e Crônicas ele é o nosso Rei Soberano;
Em Esdras, ele é o reconstrutor das muralhas da vida humana;
Em Ester, ele é o nosso Mordecai;
Em Jó, ele é o nosso redentor eterno;
Em Salmos, ele é nosso Pastor;
Em Provérbios e Eclesiastes, ele é a nossa sabedoria;
Em Cânticos e Salomão, ele é o nosso amado noivo;
Em Isaías, ele é o Príncipe da Paz;
Em Jeremias, ele é o nosso Ramo de Justiça;
Em lamentações, ele é o nosso Profeta lamentador;
Em Ezequiel, ele é o maravilhoso homem de 4 faces;
Em Daniel, ele é o quarto homem na fornalha de fogo;
Em Oséias, ele é um marido fiel, casado para sempre com uma mulher desviada;
Em Joel, ele é o que batiza com Espirito Santo e com Fogo;
Em Amós, ele é o que carrega nossos fardos;
Em Abdias, ele é poderoso para salvar;
Em Jonas, ele é o nosso missionário;
Em Miquéias ele é o mensageiro de belos pés;
Em Naum, ele é o vingador da lei de Deus;
Em Habacuc, ele é o grito evangelístico de Deus – “avisa Ó Senhor a tua obra no meio dos anos”;
Em Sofonias, ele é o nosso Salvador;
Em Ageu, ele é o restaurador da herança perdida de Deus;
Em Zacarias, ele é a fonte criada na casa de Davi pelos pecados e impurezas;
Em Malaquias ele é o filho da justiça, se erguendo com cura em suas asas;
Em Mateus, ele é o Rei dos Judeus;
Em Marcos ele é o servo;
Em Lucas, ele é o filho do homem sentindo o que você sente;
Em João, ele é o Filho de Deus;
Em Atos, ele é o Salvador do Mundo;
Em Romanos, ele é a justiça de Deus;
Em I Coríntios, ele é a rocha firme;
Em II Coríntios, ele é o triunfante que dá vitória;
Em Gálatas, ele é a sua liberdade, ele o liberta;
Em Efésios ele é a cabeça da Igreja;
Em Filipenses, ele é a sua alegria;
Em Colossenses, ele é a sua plenitude;
Em I e II Tessalonicenses, ele é a sua esperança;
Em Timóteo ele é a sua fé;
Em II Timóteo, ele é a sua estabilidade;
Em Filemon, ele é seu beneficiário;
Em Tito, ele é a verdade;
Em Hebreus, ele é a sua perfeição;
Em Tiago, ele é o poder de sua fé;
Em I Pedro, ele é o seu exemplo;
Em II Pedro, ele é a sua pureza;
Em I João, ele é a sua vida;
Em II João, ele é o seu padrão;
Em III João ele é a sua motivação;
Em Judas ele é a fundação da sua fé;


Em Apocalipse, ele é o seu rei vindouro; Ele é o Primeiro e o ultimo, o inicio e o final. É o criador de tudo. Ele é o arquiteto do Universo, o melhor de todos os tempos. Ele sempre foi, ele sempre é e ele sempre será; Imóvel ,imutável, invencível e nunca derrotado.
Ele foi Machucado, mas trouxe cura; ele foi perfurado mas alivia as dores; ele foi perseguido mais trouxe liberdade; ele esteve morto, mas trouxe a vida.
Ele está vivo e trás vida; ele reina e trás a paz. O mundo não pode entende-lo. Os exércitos não podem vencê-lo. Escolas não podem explica-lo; os lideres não podem ignorá-lo.
Herodes não conseguiu matá-lo; fariseus não conseguiram confundi-lo; as pessoas não conseguiram detê-lo; Nero não conseguiu destruí-lo; Hitler não conseguiu silenciá-lo; a Nova Era não conseguiu substituí-lo.
A Ele, a glória para sempre! Amém. 

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

sábado, 29 de novembro de 2014

ADVENTO 2014

Dá-se o nome de Advento às 4 semanas que precedem a Festa do Natal e simbolizam o longo período de espera que precedeu a vinda do Messias.
 
Começa no 1º  domingo que cai em fins de novembro ou em princípios de dezembro e termina na última semana de Pentecostes.
Nesse tempo a Igreja deseja que nos disponhamos a celebrar dignamente a primeira vinda de Jesus Cristo ao mundo, e que ajustemos a nossa vida com a vida santíssima de nosso divino Salvador, merecendo assim pertencer ao número dos escolhidos, quando voltar, por ocasião de seu último advento para julgar os vivos e os mortos.
 
O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir.        
 O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa.
 
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Santa Teresa D'Avila

10 SABIOS CONSELHOS DE SANTA TERESA D'AVILA
 


 
 1- Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os e pede-Lhe que seja para Sua honra e glória.

 2-Oferece-te a Deus ...cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.
3-Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria, em tudo, envia-Lhe o teu louvor.

 4-Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandone nem as obras de oração, nem a penitência a que está habituado. Antes, intensifica-as, e verá com que prontidão o Senhor te sustentará.

 5-Nunca fale mal de quem quer que seja, nem jamais escute. A não ser que se trate de ti mesmo. E terá progredido muito, no dia em que se alegrar por isso.

 6- Não diga nunca, de você mesma, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade, e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.

 7- Não veja em você senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitará e O venerará.

 8- A respeito de coisas que não lhe diz respeito, não se mostre curioso, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.
 

 9- Mostrai sua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra do que diziam São Francisco e São Bernardo: "Meu segredo pertence a mim".

 10- Cumpra todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a sua alma.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Raízes da Vida Monástica

A Vida Monástica no Oriente

Panayiotis Christou

Tradução: Pe. Paulo Augusto Tamanini

A Origem da Vida Monástica




***
Durante o IV século de nossa era surgiu dentro da Igreja um forte movimento de afastamento da sociedade organizada para o deserto. Um movimento que teve um crescimento ainda maior no período seguinte. Para interpretar este repentino movimento, os historiadores propuseram diversas hipóteses, sendo duas delas as mais aceitas.
A primeira hipótese: a vida monástica teria sua origem nas religiões orientais, naquelas que praticavam o ascetismo já há muitos anos, tanto em absoluta solidão como em monastérios.
A segunda hipótese: a vida monástica proporcionava uma saída quando o contato próximo do cristianismo com o mundo provocava uma reação com ele, um inevitável desleixo das normas morais.
A primeira das hipóteses carece de fundamento, pois é impossível descobrir historicamente uma conexão entre o ascetismo oriental e a vida monacal cristã. Ademais, se o cristianismo tivesse recebido tal influência e, sendo assim, estamos afirmando que a vida monástica teria surgido dos grupos ascéticos dos essênios, como explicar o fato de a vida monástica ter surgido muito tempo depois do desaparecimento das comunidades dos essênios? O que não significa, contudo, que em suas etapas posteriores, a vida monástica não tivesse certas características comuns com as comunidades dos essênios e com as comunidades neo-pitagóricas.
A segunda hipótese é igualmente inaceitável posto que existiam numerosos ermitões vivendo livremente, já antes mesmo do reconhecimento do cristianismo por Constantino, o Grande.






A vida monástica é um modo de vida que surgiu dentro da Igreja e se desenvolveu organicamente levando até seus limites os princípios da moral cristã. Com efeito, ainda o cristianismo não nasceu como uma filo pessimista, nem como uma força com pretensões de dissolver a sociedade. Regia-se, evidentemente, por princípios diferentes dos da sociedade daquele tempo. Dava atenção àquilo que é o centro da vida e se despreocupava com as coisas periféricas. Uma coisa tinha valor supremo para o homem: a alma. Colocada ao lado do mundo, este insignificante. "E que aproveita o homem ganhar todo o mundo se perder sua alma?" (Mt 16, 26). As coisas do mundo dificultam os movimentos da alma, e os bens do mundo se acumulam em sua volta, sufocando-a e impedindo que se desenvolva harmoniosamente.
Por conseguinte, para o homem que pretende libertar-se do seu próprio "eu" é esperada uma árdua luta. Esta luta é entre o "eu" que pertence ao mundo com o "Eu" superior e ideal que possibilitará ao homem apresentar-se diante de Deus. Neste esforço, tal como declarou Jesus Cristo, o homem deverá submeter-se a si mesmo como também seus atos a um rigoroso exame. É necessário abandonar muitos bens mundanos para obter o tesouro celestial e submeter-se a prova do sofrimento para purificar sua vontade.
Baseando-se nestes princípios, os primeiros cristãos viviam de acordo com um plano moral excepcionalmente elevado; mas alguns deles quiseram ascender a uma austeridade maior, privando-se de mais bens e submetendo-se a uma maior auto-moderação, com jejuns e oração.
Para um cristão o matrimônio é algo honrável, um grande sacramento, mas não deixa de ser uma instituição deste mundo. Por esta razão, quem podia, evitava-o; alguns buscaram uma alternativa, substituindo-o por uma espécie de matrimônio espiritual, na qual o homem e a mulher conviviam em pureza (1Cor 7,36ss). Muitas viúvas evitavam um outro matrimônio, e as virgens se negavam a casar-se. Estas mulheres se organizavam em sociedades especiais, em primeiro lugar para se proteger, e em segundo, para concentrar suas atividades em trabalhos sociais. É aqui onde encontramos a primeira forma de vida monástica que se desenvolveu dentro das comunidades cristãs organizadas.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

MAGNIFICAT

Magnificat

Magnificat
Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.
Glória Patri.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Santa Cecília - 22 de Novembro

História de Santa Cecília

Santa Cecília


Santa Cecília nasceu provavelmente no ano 150, em Roma. Era filha de um Senador Romano, da família nobre dos Metelos. Era cristã, e desde pequena fez voto de castidade para viver o Amor de Deus e de Cristo. Como cristã numa época tão antiga, e em Roma, ela certamente herdou a fé dos discípulos de São Paulo, que levou a fé até Roma, e de São Pedro, o primeiro papa.
Cecília herdou a fé desses santos homens e de tantos outros que foram martirizados exatamente em Roma. O cristianismo que Cecília recebeu em sua formação, era o cristianismo dos mártires, dos heróis da fé. Cecília foi cristã numa Igreja perseguida, numa Igreja que ainda era minoritária, porém, cheia de profunda fé, esperança e coragem.

História de Santa Cecília

No transcorrer normal de sua vida, quando jovem ela foi prometida e dada em casamento a um jovem chamado Valeriano. No dia do casamento ela estava muito triste. Então, ela  chamou seu noivo disse a ele toda verdade sobre sua fé. Disse que tinha feito voto de castidade para Deus, e começou a falar das glórias de Deus e de Jesus Cristo ao jovem, que a ouvia boquiaberto com a força de suas palavras e a convicção que vinha de seu coração.
Tamanho foi o poder das palavras de Cecília que, após ouvi-la, ele se converteu, entendeu a promessa de sua noiva e disse que iria respeitá-la em sua decisão. Naquela mesma noite ele recebeu o batismo. Valeriano contou o que ocorrera para seu irmão Tiburcio e este também, impressionado, se converteu. Ambos eram pagãos.

A primeira canção de Santa Cecília

Santa Cecília, então, vendo a maravilha que Deus estava operando através dela, agradecida, cantou para Deus: Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida. Foi um canto inspirado e emocionante, que tocou profundamente o coração de todos. Daí vem o fato de ela ser considerada a padroeira dos músicos cristãos.
O prefeito de Roma, Turcius Almachius, teve conhecimento da conversão dos dois irmãos e quis o tesouro dos dois irmãos nobres e ricos. Os dois irmãos, porém, já tinham distribuído todos os seus bens aos pobres. O prefeito de Roma exigiu, então, sob pena de morte, que os dois abandonassem a nova fé. Os dois, porém, alimentados com a força do cristianismo nascente e cheios do poder de Deus, não renegaram sua fé. Assim, foram condenados à morte e decapitados.

Milagres de Santa Cecília

Santa Cecília foi chamada ao conselho romano logo em seguida. Isso aconteceu  provavelmente no ano 180. O conselho exigiu primeiro que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Ela disse que tudo já tinha sido distribuído aos pobres.
O prefeito, furioso, exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses romanos. Cecília negou-se mostrando muita coragem e serenidade diante de todos. Condenaram-na à tortura. Mas, estando ela diante dos soldados romanos para ser torturada, ela falou a eles sobre as maravilhas de Deus, sobre a verdadeira religião, sobre sentido da vida, que é o seguimento de Jesus Cristo. Os soldados, maravilhados com uma mensagem que nunca tinham ouvido, ficaram do lado de Cecília, dizendo que iriam abandonar o culto aos deuses. Essas inúmeras conversões foram milagres que Deus operou através de Santa Cecília para que essas pessoas alcançassem a felicidade  e a salvação.
O prefeito então, aborrecido e furioso, deu ordens para outros algozes trancarem Santa Cecília no balneário de águas quentes do seu próprio castelo, logo na entrada dos vapores. Ali, ela seria asfixiada pelos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém conseguia ficar ali por mais de alguns minutos. Era morte certa.
Porém, para surpresa de todos, milagrosamente ela foi protegida e nada lhe aconteceu. Todos ficavam impressionados com a fé daquela jovem, frágil, que enfrentava a morte sem receio por causa da grande fé que tinha em seu coração. Mas o prefeito, irredutível, mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço.
O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Santa Cecília permaneceu viva ainda por 3 dias, conversando e dando conselhos a todos que corriam para vê-la e rezar por ela.

Martírio de Santa Cecília

Por fim, pressentindo sua morte iminente, Santa Cecília pediu para o Papa entregar todos os seus bens aos pobres e transformar sua casa numa igreja. Antes de sua morte, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida mesmo ela sendo ainda tão jovem, Cecília conseguiu cantar louvando a Deus, cantando as maravilhas de Deus.
Por isso, ela é a padroeira dos músicos e da música sacra. Depois disso, a fisicamente frágil e interiormente forte jovem romana que desafiou os poderes deste mundo, entregou seu espírito ao Pai Celestial. Após sua morte ela foi sepultada pelos cristãos na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Descoberta do túmulo de Santa Cecília

O túmulo de Santa Cecília ficou desaparecido por muitos séculos. No século IX, Santa Cecília apareceu ao Papa Pascoal l (817-824). Logo após este fato, seu túmulo foi encontrado e lá estava o caixão com as relíquias da Santa.
O corpo dela estava intacto, na mesma posição em que ela foi enterrada. Ao lado da Santa estavam também os corpos de Valeriano e Tiburcio. No ano de 1599, o Cardeal Sfondrati mandou abrir o tumulo de Santa Cecília, e seu corpo foi encontrado na mesma posição que estava quando o Papa Pascoal l a encontrou. Sua festa é celebrada em 22 de novembro, dia dos músicos e da música.

Oração a Santa Cecília

Ó Virgem e mártir, Santa Cecília, pela fé viva que vos animou desde a infância, tornando-vos tão agradável a Deus e ao próximo, merecendo a coroa do martírio, convertendo pagãos ao cristianismo, alcançai-nos a graça de progredir cada vez mais na fé e professá-la através do testemunho das boas obras, especialmente servindo aos irmãos necessitados. Alcançai-nos também a graça de sempre louvar a Deus com canções espirituais.
Gloriosa Santa Cecília, que os vossos exemplos de fé e virtude sejam para todos nós um brado de alerta, para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus, na prosperidade como nas provações, no caminho do céu e da salvação eterna. 
Santa Cecília, padroeira dos músicos e artistas, rogai por nós. 
Amém.

Colaboração Irmã Nilza do Carmo